.

Associação Comercial realiza confraternização com a imprensa

 A Associação Comercial de Porto Alegre realizou nesta quarta-feira, 19, seu encontro de final de ano com a imprensa. Na oportunidade, o presidente Paulo Afonso Pereira comentou que os moradores da Capital gaúcha poderão ter a rara oportunidade assistir o encaminhamento efetivo de obras que estão empacadas há décadas, como a revitalização do 4º Distrito e Orla do Guaíba, Cais Mauá e Centro de Convenções e Eventos.

Desta vez, acrescentou ele, a comunidade através de coletivos como o Porto Alegre Inquieta, integrados pelas mais diversas lideranças empresariais e comunitárias, está participando das reuniões para buscar soluções conjuntas para os problemas, reunidos no movimento Aliança para Inovação de Porto Alegre. “Todos os participantes têm tarefas e compromissos. O movimento não é de um partido, mas de toda a comunidade. Não podemos errar novamente.”

 

Perigo de tudo ficar no papel

Porto Alegre teve uma experiência parecida com o movimento “Aliança para Inovação” em 1995, quando surgiu a ideia de criar a primeira Tecnópole brasileira. O projeto envolvia quatro universidades, Prefeitura, Federasul, Fiergs, Sebrae. Uma missão gaúcha foi à França, no parque de alta tecnologia de Grenoble. O projeto seria desenvolvido no 4º Distrito.

Poucos anos depois, conforme Pereira, o projeto Tecnópole foi engavetado com a troca de governo na prefeitura. “A incubadora que existia em Porto Alegre foi fechada e verba do CNPQ para desenvolver 4º Distrito, suspensa.  Passados 23 anos, estamos novamente no ponto de partida, quando o mundo já está surfando na onda do conhecimento. A volatilidade do conhecimento e da informação aumentou na primeira década dos anos 2000, devendo-se acentuar cada vez mais no futuro.”

 

Centro de Convenções

 

Segundo Pereira, para realizar eventos de porte, Porto Alegre precisa construir um novo Centro de Convenções. Em 2013, a administração de José Fortunati conseguiu R$ 60 milhões, empenhados via PAC do Turismo, para iniciar as obras. O projeto previa área de no mínimo dez hectares livres.

“Em 2016, a Associação Comercial foi buscar informações sobre os R$ 60 milhões e descobriu que o município estava a ponto de perder esse valor pela falta de definição de local e projeto. A equipe do prefeito Marchezan se mobilizou e estamos aguardando a continuidade do processo”, complementou.

O local definido para a construção do complexo acabou sendo uma área de 3,7 hectares ao lado do Estádio Beira-Rio. “Não é o que pensávamos para a realização de grandes eventos. No entanto, é preciso reconhecer que é um projeto que fortalece a revitalização da orla do Guaíba”, ressalvou.

Pereira disse, ainda, que a entidade em 2019 fará intensa movimentação para exigir a redução das taxas de juros na ponta do consumidor. “Não existe condições das empresas ficarem estáveis com os custos financeiros atuais e alta carga de impostos.

Citou que a implementação das reformas da Previdência, Tributária, Trabalhista, Política, além da redução da burocracia são fundamentais para o país retomar o crescimento.