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Expointer tornou-se multiplataforma

Em nove dias de duração no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, a Expointer – considerada a maior feira de exposição de animais da América Latina –  encaminha mais negócios que somados equivalem a seis anos de investimentos do governo do Rio Grande do Sul em todas as secretarias, áreas e departamentos, conforme o economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz. Ele foi o palestrante da reunião-almoço MenuPoa nesta terça-feira, 3/9, promovida pela Associação Comercial de Porto Alegre.

A primeira feira agropecuária ocorreu em 1901, em pavilhões fechados no Campo da Redenção, hoje Parque Farroupilha, em Porto Alegre. Em 1912, com uma estrutura maior transfere-se para o Parque Menino Deus. A 1ª Exposição Internacional de Animais denominada Expointer, surge em 1972, já em Esteio. Hoje, a Expointer, além do caráter agrícola, tornou-se multiplataforma.

Segundo Luz, a Expointer hoje é difusora de tecnologia e propulsora de investimentos e não só em negócios rurais, mas produtos agrícolas e industriais. Os negócios na Feira vão muito além da exposição de animais. O setor automobilístico, por exemplo, vendeu R$ 139,5 milhões. As vendas de equipamentos e máquinas agrícolas, que representam 95% dos negócios do evento, passou dos R$ 2 bilhões. Mais de 20 marcas nacionais e estrangeiras de veículos com seus últimos lançamentos, em especial de picapes e utilitários esportivos, disputaram a atenção dos visitantes.

Nesta edição da feira, foi criado o Espaço Juntos para Competir na Expointer, uma ação da Farsul, do Senar-RS e do Sebrae RS, que trouxe 19 startups voltadas para cadeias do agronegócio e que apresentaram soluções para os produtores rurais. Luz, que também coordena a divisão de Inovação da Farsul, afirmou que a entidade está focada em aproximar jovens talentos que atuam no desenvolvimento de tecnologias com os produtores rurais. “A tecnologia pode contribuir muito para reduzir custos de produção e aumentar a eficiência no campo”, disse. O programa deu destaque para três cadeias produtivas: Vitivinicultura, Pecuária de Corte e Leite e Derivados.