.

Parte do Cais Mauá será aberto ao público

O prefeito Nelson Marchezan Júnior anunciou durante a primeira reunião-almoço Menu POA de 2019, promovida pela Associação Comercial de Porto Alegre, que parte da área do Cais Mauá, ao lado do Gasômetro, será finalmente aberta ao público em 26 de março, aniversário da Capital Gaúcha. O espaço contará com um estacionamento para 600 vagas e área de convivência e ocupação dos armazéns.

Esta área ficará aberta nos próximos quatro anos, com a restauração e ocupação dos armazéns. Neste período não ocorrerá construções, mas contêineres, estacionamento para 600 veículos e espaço para convivência. Depois será fechada para a implantação do projeto principal, que naquela área envolve a construção de um shopping que poderá ser no modelo a céu aberto.

Com a mediação do jornalista Cesar Cidade Dias, Marchezan Júnior falou nesta terça-feira, 5, para um público aproximado de 200 pessoas, que lotaram o Salão Nobre do Palácio do Comércio, sobre a “Porto Alegre, responsabilidade de todos”. Lembrou que, por exemplo, a Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) envolve 287 mil pessoas, que necessitam de assistência social. “Elas são responsabilidade de todos nós.”

Ele explicou que o início das obras do Centro de Convenções – uma das bandeiras da Associação Comercial – depende da liberação pelo governo federal de 60 milhões de reais, à disposição desde 2013. Ao assumir a prefeitura em 2017, a perspectiva era perder esse valor por falta de definição da área. A Associação Comercial chamou a atenção e os técnicos da prefeitura conseguiu prorrogar o prazo.

Em 2018, foi definida a área ao lado do estádio Beira Rio, na orla do Guaíba. O Internacional cedeu a área que já tem licença ambiental. “No entanto, o governo Temmer segurou a liberação do dinheiro por causa do déficit público e o governo Bolsonaro recém assumiu. Não podemos começar as obras sem a liberação dessa verba”, explicou Marchezan,

Em relação aos projetos encaminhados para a Câmara de Vereadores, que enfrentaram resistência em 2018, entre eles aquele que altera o cálculo do IPTU em Porto Alegre, Marchezan acredita que o terceiro ano de mandato é o melhor momento para aprová-los. “O relacionamento entre prefeitura e Câmara está melhor para que as reformas necessárias aconteçam.”

Na área de educação, o prefeito tem o projeto de transferir do Poder Executivo para entidades Mantenedoras o controle de escolas municipais. “A escola continuará pública, mas em outro formato.”

Marchezan também explicou a falta d´água no bairro Lomba do Pinheiro: “Em 2013, foi constatado no governo anterior que era necessária a construção de uma Estação de Tratamento de Água (ETA), que foi orçada em 230 milhões de reais. O projeto estava pronto em 2014 e o DMAE tinha recursos, mas ficou na gaveta até 2016, quando o dinheiro foi repassado para as despesas de custeio da prefeitura.”

Ele acrescentou que a prefeitura pensou em suspender por um dia a água dos outros bairros da cidade para sobrar na Lomba do Pinheiro, mas não é viável. Na realidade antes de chegar na Lomba do Pinheiro a água é consumida por outros bairros. Por isso a necessidade na construção de uma ETA. “Então, fizemos um novo projeto em 2017 e estamos buscando verba federal.”