Há mais de um ano o mundo vive com as incertezas provocadas pela pandemia da COVID-19. No ambiente de trabalho, várias empresas migraram seus funcionários para o home-office, porém esta é uma adaptação que não foi possível para todos. Serviços classificados como essenciais não pararam. Assim, as incertezas geradas pela doença em vários aspectos da vida geram uma carga emocional muito forte tanto no individual como no coletivo.

O Consultor de Marketing e facilitador de desenvolvimento de pessoas no ambiente empresarial Jorge Antônio Goyer Kralik faz um alerta sobre a energia que é vibrada no consciente coletivo, replicando medo, insegurança, ansiedade e depressão diante da nossa impotência e falta de domínio sobre a COVID. “Essa ‘energia de terror’, que nos remete à incapacidade de assegurarmos a nossa vida diante da quantidade de óbitos diários, nos coloca numa frequência passível de nos deprimir, nos sentindo sós pelo medo e até pela força do isolamento, mesmo com a união de todo o trabalho e dedicação que está por trás das soluções”, definiu o consultor referindo-se às vacinas contra o coronavírus.

Ainda de acordo com Jorge, no retorno às atividades profissionais, nas empresas que exigem participação presencial, este sentimento pessoal de cada um é levado para o ambiente empresarial, formando uma grande energia que vibra da mesma forma. O especialista compartilhou algumas orientações de como mudar esse quadro. Um dos aconselhamentos é despertar o sentimento de pertencimento do funcionário à empresa. “Quando a pessoa se sente como um colaborador consciente, integrado e útil aos propósitos e demais conceitos estratégicos da empresa, assim como aos seus, ele contribui e interage com a sua presença e companhia ativa, na conquista dos objetivos e metas recíprocos”, explica Jorge.

O consultor explica ainda que é necessário que haja uma troca, onde o funcionário seja estimulado a se sentir pertencente ao crescimento da empresa e vice-versa. “Se a empresa é capaz de ver o seu colaborador como um sujeito ativo de seus processos e relações, influenciador de seu ambiente interno e externo, responsável pela qualidade e excelência de tudo o que  produz e gera, sendo um importante definidor do sucesso e do êxito do seu negócio, não há dúvidas que há uma percepção inequívoca de pertencimento, onde ele faz parte da essência da existência da empresa”, salienta Jorge, que complementa: “Por outro lado, a empresa também tem que fazer parte da essência da existência do seu colaborador, através das mesmas oportunidades de desenvolvimento e evolução, para o sentido de sua permanência e fidelização assim como para a razão do seu sucesso e realização”.

O especialista relacionou algumas maneiras de líderes e empresários fazerem o funcionário se sentir pertencente à empresa:

Fazer o seu colaborador:

  • Sentir-se um dos “donos do negócio”, entendendo, assimilando e praticando os propósitos da empresa;
  • Sentir-se envolvido e comprometido com a empresa;
  • Sentir-se com mais vontade própria e motivação de trabalhar, tendo em suas ações mais dedicação e capricho em tudo o que faz;
  • Sentir-se responsável de forma madura, com equilíbrio emocional, segurança e confiança em todas as suas relações;
  • Sentir-se crescendo e evoluindo com a empresa, que se materializa através da sua excelência, motivo para a sua gratidão e fidelização;
  • Sentir-se saudável, afastando doenças como depressão e ansiedade;
  • Sentir-se vibrando energias positivas nos ambientes em que convive, gerando harmonia, paz, solidariedade e felicidade.

Publicado em: 29 de abril de 2021

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