A edição de abril do tradicional MenuPOA Online, realizado na última terça-feira (13), teve como convidado o renomado jornalista Alexandre Garcia, que atualmente escreve para 38 jornais e fala diariamente em 300 emissoras de rádio.

O jornalista iniciou a conversa relembrando momentos de sua curta vida profissional no Estado gaúcho. “As raízes são muito fortes. Estou há 45 anos em Brasília, mas a vida no Rio Grande do Sul foi mais qualitativa, mais densa”, revelou. Repórter de um dos jornais mais importantes do país na época, o Jornal do Brasil, Alexandre Garcia lembra: “Se o otimismo brasileiro promoveu o milagre do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em percentuais astronômicos, o oposto também é destruidor. O péssimo, o sadismo, o masoquismo, a imposição e o medo são letais”, afirmou.

De acordo com o convidado, o otimismo é uma das ferramentas para o crescimento. “Quem está otimista, entusiasmado, abre empresas, abre portas, gera empregos, faz negócios, produz, vende e cria o melhor bem estar e uma maior geração de riqueza”, enfatizou Garcia.

Outro assunto abordado pelo jornalista foi as interferências do Congresso Nacional na gestão do Presidente Jair Bolsonaro. Quanto a isso, fez o seguinte comentário: “O Presidente da República, que tem a responsabilidade pelo governo e a expectativa de quase 50 milhões de eleitores, não tem os poderes para governar. Quem tem os poderes é o Congresso, que não tem a responsabilidade de governo. A incógnita é essa: e agora? Como fica?”, questionou.

Ao ser questionado sobre a possível semelhança entre o Golpe de Estado no Brasil ocorrido em 1964 e o que está acontecendo hoje, Alexandre disse ser muito cético em relação a isso, e revela que ficou assustado com a votação de 9 a 2 do Supremo Tribunal Federal, que abordou a questão religiosa. “Eu vi isso. O acontecimento de 1964 começou no púlpito das igrejas católicas. Eu confio que tudo isso esteja nas mãos do povo brasileiro, que é a origem do poder, e que o povo saiba demonstrar para os seus empregados, os agentes de estado, por são todos empregados do povo. O povo é o patrão.”

Ao finalizar, Alexandre Garcia afirmou nunca ter visto nada igual como a atual conduta do Congresso Nacional. “Estou há 45 anos em Brasília e nunca vi nada igual. Em compensação, na cobertura do Supremo víamos os ministros virem de toga atravessando a rua para entrar no plenário, ali, expostos. E hoje tem uma muralha em torno do Supremo. Por que isso?”, indagou.

Confira na integra a live através do Facebook ou YouTube

 

Publicado em: 15 de abril de 2021

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