O Papo Online, promovido pela a Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA), iniciou com a leitura da reflexão “Posso ter defeitos” do escritor, pesquisador e médico psiquiatra Augusto Cury. No texto, lido pela mediadora do evento, a Vice-Presidente de Comunicação, Suzana Vellinho, o autor afirma que as pessoas são as únicas responsáveis por suas vidas e pelo direcionamento que lhe dão.

Com esta provocação, as convidadas do evento, a Consultora Organizacional, Coach e palestrante Monica Riffel e a Mentora, Consultora Estratégica e palestrante Angéllica Noguez, iniciaram o bate-papo mencionando que é possível se libertar de amarras e conceitos que foram estabelecidos ao longo da vida para se reencontrar, repensar propósitos. Desde que o objetivo esteja claro, ressalvaram.

Com base em sua experiência como Coach, Monica Riffel observou que as pessoas, de forma geral, estão reavaliando seus planos, resgatando sonhos que ficaram adormecidos e repensando a forma de viver. “Esse comportamento faz parte da busca pela liberdade interna, que resultará na liberdade externa”, afirma Monica.

Para Angéllica Noguez, o isolamento social ocasionado pela pandemia da COVID-19 proporcionou a ela a reafirmação de que ensinar é o caminho que vai continuar seguindo. “Quando minhas palestras foram todas canceladas, uma nova oportunidade surgiu para mim: a de ensinar pessoas da terceira idade a usarem ferramentas digitais, oportunizando a elas, através do meu trabalho, a aproximação com seus amigos e familiares”, conta a consultora.

Monica destacou o movimento que as empresas estão fazendo para amparar emocionalmente seus colaboradores, o que está sendo chamado de “salário emocional” Segundo ela, há corporações que estão cuidando de seus funcionários através de ações de endomarketing enviadas para suas residências enquanto outras os apoiaram na organização do ambiente residencial para o trabalho home office. “As empresas estão atentas ao patrimônio humano. Estão cuidando de seus funcionários”, comentou.

Por sua vez, Angéllica revelou que encontra no Núcleo da Mulher Empreendedora da ACPA – grupo de mulheres empreendedoras associadas da ACPA que trabalham para o crescimento dos negócios de suas Nucleadas – o apoio que precisa quando o cansaço tenta abatê-la. “Quando cansamos, não podemos desistir, mas sim, descansar para continuar. O Núcleo me impulsiona quando desanimo”, revelou a empresária. Monica concordou com a estratégia encontrada por Angéllica e destacou que a rede de apoio é muito importante também para o desenvolvimento de projetos em conjunto, fortalecendo o crescimento de ambas.

Entre as dicas compartilhadas durante o bate-papo, o trabalho voluntário foi sugerido como uma das formas de autoajuda. A Coach compartilhou o exemplo de um de seus clientes, que iniciou um trabalho voluntário durante a pandemia, o que lhe trouxe não apenas realização pessoal, mas uma maior capacidade de enxergar as desigualdades sociais de forma diferente, com mais sensibilidade. A Consultora complementou afirmando que é possível fazer alguém feliz mesmo estando triste, e deixou uma dica para ela infalível: “Focar no resultado e não no problema”.

Para cada uma das convidadas a adaptação ao isolamento social aconteceu de forma diferente. Para Monica, que já realizava algumas atividades em casa antes da pandemia, foi mais tranquilo, segundo ela. “O que tive que fazer foi criar produtos novos para a nova realidade que estava vivendo com meus clientes. Tive que repensar as ‘dores’ deles”, explica.

Já para Angéllica foi mais difícil. Reconhecendo-se como uma pessoa mais afetuosa, o isolamento a fez ter uma nova percepção do seu trabalho e da relação com as pessoas. “Sinto falta do abraço, mas percebi que um sorriso também é um bom abraço”, declarou.

Sobre o futuro, incerto para todos os setores da economia, Angéllica sugeriu buscar enxergá-lo com as próprias lentes e não com as dos outros. Monica, contudo, acredita que é preciso aumentar o grau desta lente simbólica conforme o seu observador. “Vimos através da nossa visão, mas muito através da nossa interpretação”, conclui.

Suzana Vellinho finalizou o encontro destacando a satisfação de ter mediado um bate-papo tão enriquecedor, e que se torna ainda mais relevante para que o momento de isolamento que se está vivendo refletir sobre tais questões fazendo com que este possa ser melhor vivido. “Nada nos impede de ligarmos para as pessoas, enviarmos mensagens e de sermos seres carinhosos”, finalizou.

O Papo Online pode ser conferido na integra através do perfil da ACPA no Facebook é @AssociacaoComercialDePOA.

Publicado em: 21 de julho de 2020

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