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Papo Online da ACPA, no Dia do Trabalho, aborda as tendências do mercado de trabalho pós-pandemia

A estreia do Papo Online, novo produto da Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA), trouxe como tema central o mercado de trabalho. A live aconteceu no Dia do Trabalhador (1°/05), com a participação da diretora de Recursos Humanos do GPA (Grupo Pão de Açúcar), Maria Schneider, e o Doutor em Comunicação pela PUC/RS, Dado Schneider, com mediação da vice-presidente de Comunicação da ACPA, Suzana Vellinho Englert.

A vice-presidente de Comunicação da ACPA iniciou o evento dando as boas-vindas e destacou a relevância da realização da live. “Hoje, no Dia do Trabalho, nada melhor do que abordarmos e debatermos o nosso futuro, as nossas perspectivas e quais as ferramentas que precisaremos usar para o bom combate. Suzana destacou ainda o objetivo da ACPA com a realização do Papo Online: “Demonstra o quanto a entidade quer estar próxima dos seus mais variados públicos, usando todas as ferramentas disponíveis para conectá-los e representá-los”.

Ao ser questionada sobre quais serão as competências exigidas dos profissionais do futuro, Maria Schneider respondeu que serão aquelas genuinamente do ser humano: criatividade, capacidade de aprender e colocar em prática e a de trabalhar em equipe. Além destas, a adaptação a diferentes culturas, saber trabalhar em equipe e o pensamento empreendedor. Ela ressaltou ainda que é preciso que o profissional saiba se vender: “a tendência é ter menos emprego e mais projetos. Precisa saber vender o seu projeto, a sua ideia, e se vender. Conseguir se adaptar”, completa.

Na visão de Dado Schneider, estamos num processo de mudança cada vez mais veloz. “Quando a gente aumenta a velocidade da mudança, quando coloca o pé no acelerador, às vezes o salto desta mudança é tão violento, que a gente não consegue acompanhar”, reflete o Doutor. Dado complementa: “faz muito tempo que não há uma situação tão violenta em que a gente tivesse que se adaptar de forma tão rápida”.

Segundo o Doutor em Comunicação, a adaptabilidade é outra questão muito importante no perfil do trabalhador, e não somente uma questão de idade. “A gente se diferencia por mentalidade. Se temos a linguagem, esta pode se conectar com as gerações nos relacionamentos e, consequentemente, no trabalho. Juntos, levam a uma maior adaptabilidade.”.  E completa: “acho que não é a hora de se reinventar e, sim, de se adaptar”.

Maria Schneider salientou ainda que os jovens que estão entrando no mercado de trabalho não podem ficar de fora desta realidade. “Fala-se muito em as empresas se adaptarem, mas os jovens também precisam. Deve ser uma via de mão dupla”, destaca.

Ao final do bate-papo, a diretora de Recursos Humanos do Grupo Pão de Açúcar abordou o papel das universidades, as quais entende que não estão olhando para o futuro como deveriam. “As universidades não atendem mais o que a gente precisa para o mercado de trabalho. Trabalham olhando o retrovisor”. Por sua vez, Dado Schneider finalizou citando uma frase da consultora em inovação Martha Gabriel: “Se você não quer ser substituído por um robô, pare de trabalhar feito um robô”.