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“Positividade” é benéfica a qualquer momento, dizem os participantes do Papo Online

Transmitido pelo Facebook da Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA) e com mediação de Suzana Vellinho, Vice-Presidente de Comunicação da entidade, os convidados do Papo Online desta quinta-feira (25/06) falaram sobre a importância do alto astral. “Pensar positivo é o melhor remédio” foi o tema da edição da versão virtual do evento, que contou com o médico cardiologista Fernando Lucchese e o jornalista Renato Martins. Ambos afirmaram que pensar e agir de forma positiva é quase como uma vacina.

Para ambos os convidados, a pandemia trouxe uma série oportunidades em vários aspectos. Conforme revelado durante o bate-papo, a reorganização dos materiais de trabalho, videoconferências mais produtivas com suas equipes, mais tempo com a família entre outras atividades, podem ser considerados pontos positivos. “Vou adotar as reuniões por videoconferência definitivamente. São objetivas e resolutivas com muito mais eficiência”, revelou Fernando Lucchese.

Renato Martins relembrou o comportamento das pessoas no início da pandemia, quando todos ficavam atentos aos noticiários de forma excessiva e que, 15 dias depois, estavam saturados. O comunicador aconselhou escolher um noticiário para se informar, e completou “Consuma com moderação para manter a sanidade mental”, indicou. Renato falou ainda sobre o “jornalismo de soluções”, ou seja, a notícia que traz utilidade para a sociedade e que auxilia na busca de alternativas.

A mediadora Suzana Vellinho reforçou a colocação do comunicador sobre a influência da notícia na vida das pessoas. “Nós, como comunicadores, temos que ter cuidado na qualidade da informação. Uma notícia pode perturbar muito a vida de uma pessoa”, salientou a Vice-Presidente de Comunicação da ACPA.

Dentro da área médica, Fernando Lucchese revelou um dado preocupante: o Coronavírus representa 0,7% de mortalidade, enquanto o infarto do miocárdio está em 15%. “Ninguém faz essa conta”, salienta o médico, o qual revelou ainda que as pessoas deixaram de lado os tratamentos de doenças pré-existentes por medo da contaminação pelo vírus, o que, na sua avaliação, é inadmissível. “A doença pré-existente é mais importante que o vírus”, alertou.

Outro ponto abordado por Dr. Lucchese foi a quarta fase da pandemia, a depressão e o estresse. De acordo com o ele, as pessoas que não conseguem conviver consigo mesmas terão muito mais dificuldade em atravessar este período, que é difícil para todos. “Essas pessoas precisam da convivência em grupo para fugir da sua própria companhia”, afirma o médico, que recomenda: “precisa-se lutar bravamente para ver o lado positivo deste período”.

Para Renato Martins, o jornalismo feito nos dias de hoje tem a liberdade de trabalhar com pautas mais nobres e atenuar o impacto no negativismo na audiência. Essa prática pode servir de apoio para quem enfrenta a depressão. 

Na finalização do bate-papo, o Renato reforçou que o melhor remédio é se cercar de notícias positivas e deixar-se ser influenciado por elas, além de ocupar o tempo com atividades prazerosas e que irão estimular a positividade que há em todas as pessoas. Já Dr. Lucchese deixou algumas dicas: vacinar-se contra o mau humor, a depressão e o pessimismo. Também, ter “flexibilidade” com as pessoas ao redor e aceitar os defeitos de forma mais branda. “O pessimista vê dificuldades em cada oportunidade, enquanto o otimista vê apenas oportunidades”, concluiu.

Ainda, a Vice-Presidente de Comunicação da entidade, Suzana Vellinho reiterou o posicionamento a Associação Comercial referente à preocupação com os CNPJs assim como do CPFs e finalizou dizendo que, diante dos depoimentos dos convidados da edição do Papo Online, ser pessimista ou otimista é uma questão de escolha de cada um.

O bate-papo pode ser conferido na integra através do perfil da ACPA no Facebook @AssociacaoComercialDePOA ou pelo link https://www.facebook.com/AssociacaoComercialdePoa/videos/285403905982001/