As empresas consideradas de serviços essenciais, durante a pandemia, foram autorizadas a permanecer em funcionamento. Um desafio maior ainda, já que o isolamento social fez com que os clientes não se deslocassem até os estabelecimentos.

Classificada nesta categoria, a Bellenzier, com atuação no segmento de borracharia e serviços mecânicos, investiu no relacionamento com o cliente para movimentar as vendas. O trabalho foi desenvolvido com os clientes inativos, ou seja, os que estavam há algum tempo sem fazer algum tipo de serviço.

Segundo a diretora e proprietária, Nilva Bellenzier o contato com os clientes foi feito através do WhatsApp, ligações telefônicas e envio de e-mails. Num primeiro momento, o objetivo foi transmitir segurança ao cliente e “mostrar que as lojas estavam preparadas para recebê-los”, salienta Nilva. A ação incluía a revisão do carro e uma higienização do ar-condicionado, ambos gratuitamente. “A abordagem foi de relacionamento e não de vendas. Com o mote: ‘o que ainda mais mata é o trânsito, então não pode descuidar do seu carro’, trouxemos muitos clientes de volta. Eles se sentiram acolhidos”, destaca a diretora.

As medidas sanitárias adotadas pela empresa foram bem aceitas pelos clientes resultando em no reconhecimento publicado nas redes sociais. “Um cliente esqueceu a máscara em casa e percebeu quando chegou na loja. O funcionário prontamente lhe atendeu entregando uma máscara descartável. Depois, o cliente postou nas redes sociais o quanto se sentiu seguro na loja”, contou Nilva.

Pequena queda com rápida recuperação

A Bellenzier está há 26 anos no mercado atuando no segmento Auto Center, com aproximadamente 200 funcionários divididos em 20 lojas. Com a pandemia, alguns funcionários entraram em férias, os que estavam com o beneficio próximo de vencer, e os pertencentes ao grupo de risco foram afastados.

A empresária Nilva Bellenzier revelou que a segunda quinzena de março e o mês de abril foram muito fracos de movimento. “As pessoas ficaram amedrontadas. Não saíam para serviços, manutenção. Absolutamente nada”. Ela associa o pouco movimento nas lojas à diminuição no movimento nas ruas e estradas. 

“O mês de março foi ruim. Tivemos um decréscimo de 10%. Abril foi o pior mês, ficamos com 70% do faturamento em relação ao ano passado, já em maio fomos para 92% comparando com o ano anterior”, revela a empresária, que destaca a elaboração de um protocolo de rotinas dentro das lojas. Uso da máscara, álcool gel, higienização dos carros que chegam à loja, revestimento no volante, câmbio, capa protetora para o mecânico poder manobrar o carro e, após esses procedimentos, ainda são higienizadas as maçanetas. Além disso, é exigido o uso de máscara por parte dos funcionários, assim como dos clientes que, quando não têm, é fornecido máscara descartável. Também, as lojas contam com limpeza redobrada e arejamento, e todos os atendimentos são com hora marcada.

“O que tenho observado é que as pessoas vêm muito seguras. Eles percebem que estão sendo protegidas. Igualmente, procuramos atender no menor tempo possível para evitar exposições excessivas”, explica Nilva.

Para a empresária a atualização semanal das bandeiras nas regiões, somada à repercussão na imprensa, aumenta a insegurança dos consumidores. “As pessoas acabam ficando com mais medo”, e atribui a permanência no mercado a carteira de clientes, que foi conquistada ao longo dos 26 anos de atuação.

Publicado em: 9 de julho de 2020

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